"Em 2002 e 2003, o setor agropecuário foi responsável pela criação de 98,7 mil novos empregos". "O crescimento da produção, clima favorável e investimentos em tecnologia foram determinantes para esse resultado", explicou o assessor técnico da CNA, Luciano Carvalho. Ele alertou, no entanto, que a tendência de formalização no campo pode ser ameaçada pela elevação da carga fiscal, resultado da reforma tributária.
No balanço por região em 2003, foram criados 16,5 mil empregos na região Sudeste e 14,2 mil na região Nordeste. As regiões Centro-Oeste e Sul criaram, em média, cada uma, 12 mil empregos. Carvalho destacou que o crescimento do nível de emprego na região Nordeste deve-se principalmente à expansão da fruticultura na Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte e ao aumento da produção de cana-de-açúcar.
PIB - O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, reafirmou a importância do agronegócio para a economia do país. "O agronegócio gira a roda de toda a nossa economia. Ele tem criado as condições de desenvolvimento e de investimentos em outros setores fundamentais, como indústria, comércio e serviços", disse, ao comentar números do PIB divulgados na quarta-feira pelo IBGE. O setor aumentou sua participação no PIB nacional de 8,7%, em 2002, para 10,2% no ano passado. O avanço do setor, que desde 1999 mantinha sua participação em torno de 8%, permitiu à agropecuária somar um valor adicionado de R$ 137,8 bilhões em 2003. No ano anterior, esse valor havia chegado a R$ 104,9 bilhões.


