Mesmo assim, o chefe da Seção de Fiscalização e Fomento Vegetal da Delegacia Federal da Agricultura no Estado, Luíz Henrique Gonçalves Pires, diz que ainda não há dados suficientes para comparar a produção de soja comum com a de genes modificados.

No Estado, são seis municípios que produzem oficialmente a soja transgênica. São eles, Alto Araguaia, Alto Garças, Campo Verde, General Carneiro, Primavera do Leste e Santo Antônio do Leste. Ao todo, são 1,5 mil hectares de área plantada por 12 produtores.

De acordo com Pires, a fiscalização do Mapa não identificou plantações ilegais no Estado. Mas acrescenta que não há como ter segurança absoluta da ausência de soja transgênica. "A fiscalização é feita por amostragem. Mato Grosso é o maior produtor, por isso não há como ter 100% de comprovação", declara.

A medida provisória, que autorizou plantação e venda da safra 2003/2004 no país, prevê ainda que o produtor informe ao consumidor a origem de gene modificado. O Mapa começou a fiscalizar a comercialização da soja na semana passada. O valor mínimo da multa é de R$ 16,1 mil por auto de infração, que varia conforme a quantidade de transgênico ilegal encontrado. O cronograma de fiscalização vai até julho deste ano.

Conforme Luíz, hoje o exportador se preocupa mais com a identificação da soja transgênica. Isso porque diz que até mesmo os países que compram o grão modificado, exigem a identificação. Ele lembra inclusive que a maior procura pelos testes ocorre em municípios produtores, onde também se concentram empresas que possuem contratos internacionais.

Segundo a gerente da Divisão de Microbiologia da Gehaka, Fabíola Franco, ao contrário da soja, na cultura do algodão os testes de transgênicos são usados para comprovar que o gene é modificado. Ela cita os Estados Unidos, onde este tipo de grão é vantagem porque diminui os custos da produção em até 50% e, conseqüentemente, do tecido