As normas da nova linha foram publicadas pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) no Diário Oficial da União da última quarta-feira (19), no entanto, previa o pagamento em até quatro parcelas, com a possibilidade de diluição em duas parcelas ao ano. As propostas já estão sendo recebidas nas agências do BB e a expectativa é que as liberações comecem em 20 dias.
O FAT/Giro Rural é destinado ao pagamento de dívidas acumuladas pelos produtores rurais junto a fornecedores de insumos do setor privado, com um crédito total de R$ 3 bilhões em recursos do FAT. O montante foi negociado entre o governo federal e lideranças rurais em Brasília, durante o "Tratoraço", no fim de junho.
"Sabendo que o produtor só recebe uma vez ao ano, o Banco do Brasil determinou como mais lógico estipular em uma parcela anual, como ocorre normalmente nos contratos de financiamento agrícola. A medida tem que condizer com o período de produção, para evitar problemas no pagamento", afirma o gerente de Agronegócio da Superintendência do Banco do Brasil em Mato Grosso, Olímpio Vasconcelos.
Ele orienta aos produtores que procurem os fornecedores de insumos para negociar, pois o pedido de financiamento deverá ser protocolado junto à agência detentora da conta bancária dessas empresas e não do agropecuarista. Para Vasconcelos, a norma fará com que poucos pedidos de financiamento sejam registrados em Mato Grosso, já que as as fornecedoras de insumos se concentram especialmente no Estado de São Paulo.
"Ainda não temos como avaliar a demanda com precisão porque não temos a noção da dimensão da dívida dos produtores com essas empresas, que são da iniciativa privada".
A instrução normativa do BB sobre a operacionalização da linha foi distribuída esta semana às agências no Estado. Na semana passada ocorreram palestras em Rondonópolis, Jaciara e Alta Floresta, com participação de sindicatos rurais e produtores para explicar os detalhes do FAT/Giro Rural. A partir da próxima semana novos debates acontecerão em mais 15 cidades.