Trata-se da primeira missão trazida em 2004 pela Associação dos Produtores de Algodão (Ampa) com objetivo de incrementar exportações. São representantes de 15 indústrias têxteis e tradings do Japão, Taiwan, Suécia e Indonésia. Na agenda, estão previstas visitas técnicas a quatro fazendas produtoras.

Até o final da tarde de ontem, o presidente da Ampa, João Luiz Ribas Pessa, não dispunha de informações sobre o potencial de compra desses importadores. Sabe-se que, dentre esses países, apenas a Suécia não compra algodão mato-grossense. Os outros três (Japão, Taiwan e Indonésia) representaram no ano passado 30% das vendas externas feitas pelos cotonicultores do Estado, o que significaram US$ 38 milhões, segundo dados do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Fiemt.

A programação da visitas, que integra o Projeto Comprador, começa com a ida ao laboratório Wakefield, em Cuiabá, onde é realizada parte das análises de fibra da produção estadual que segue para exportação. De lá, os importadores seguem para lavouras e usinas de beneficiamento, no Médio Norte e no Sul do Estado.

A primeira propriedade cotonicultora a ser visitada pela missão estrangeira será a fazenda Paiaguás, em Diamantino, a 195 km de Cuiabá. A proposta é que sejam mostradas aos importadores as condições de produção, produtividade, colheita, beneficiamento, análise de fibras e comercialização do algodão.

Amanhã, os estrangeiros seguem para Itiquira (325 km de Cuiabá), onde visitam a fazenda Sucuri, do diretor da Ampa, Adilton Saquetti, e a fazenda Bahia, de Orlando Polato. Nos dias 24 e 25 eles estarão em Primavera do Leste (a 192 km da Capital), onde assistem apresentação da Unicotton e finalizam as visitas ao interior na fazenda Itaquerê.