A soja brasileira está com entrada livre na China desde ontem. O anúncio foi feito em Pequim pelo governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, que está na China desde a semana passada. Segundo ele, o governo chinês se comprometeu a restabelecer as importações do grão produzido no Brasil depois de uma reunião de quatro horas e meia, no Ministério da Quarentena, que resultou na assinatura de documento formalizando um acordo entre os dois países.

Segundo Rigotto, as autoridades chinesas aceitaram a Instrução Normativa nº 15 do Ministério da Agricultura brasileiro, que determina a tolerância de um grão de semente tratada com fungicida por quilo de soja exportada para consumo alimentar.

Ele explicou que a reunião, da qual participaram cinco representantes do governo brasileiro, liderados pelo secretário de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Maçao Tadano, e cinco do governo chinês, foi muito dura, porque os chineses queriam saber tudo o que se passava no setor. "Mas terminou com os melhores resultados para o setor agropecuário brasileiro", destacou.

Rigotto explicou ainda que também ficou decidido que se algum importador solicitar exames dos produtos que estão embarcados e parados em portos ou em alto mar, o custo de laboratório correrá por conta do exportador.

O governador informou que hoje os técnicos dos ministérios da Agricultura do Brasil e da Quarentena da China, vão acertar os detalhes da decisão.

Germano Rigotto, que considerou histórica a reunião, afirmou que houve boa vontade do governo chinês, pela compreensão das medidas que estão sendo adotadas no Brasil, e que o fim do embargo à soja nacional determina a volta da tranqüilidade.

"Com o documento firmado, as 23 empresas brasileiras que haviam tido cargas recusadas estão liberadas para voltar a exportar à China", comemorou.