CHICAGO/SÃO PAULO (Reuters) - A empresa tem enfrentado dificuldades no Brasil devido à redução da rentabilidade no setor de soja, mas informou que a estabilização do real e a alta recente dos preços dos grãos são fatores que devem motivar o setor.

"O ambiente para os nossos negócios começou a melhorar no terceiro trimestre... Nós esperamos que continue melhorando durante 2007", afirmou o brasileiro Alberto Weisser, presidente-executivo da Bunge Ltd., em um comunicado.

"O fechamento anterior que fizemos de cinco processadoras de soja no Brasil melhorou o resultado e ampliou o uso da capacidade. Menores estoques, reduções de custo em moeda local e hedge cambial melhoraram a rentabilidade na área de fertilizantes, apesar de que a melhora tem sido mais lenta que o esperado", afirmou Weisser.

O lucro da empresa, maior processadora mundial de oleaginosas, ficou em 169 milhões de dólares no terceiro trimestre, ante 170 milhões em igual período do ano anterior.

O faturamento subiu 11 por cento, para 6,97 bilhões de dólares.

Weisser disse que o auxílio financeiro do governo brasileiro e a estabilização do real estimularam vendas de soja por parte dos produtores. O aumento dos preços globais dos grãos também é um sinal positivo para o futuro no setor.

"Apesar da perspectiva de que a área de cultivo e o volume de venda de fertilizantes devem ficar menores neste ano em relação a 2005, esses fatores positivos vão influenciar no setor e pode ocorrer aumento da demanda por insumos, incluindo fertilizantes", informou o presidente da Bunge, que lidera o mercado de adubos no Brasil.

Weisser falou sobre o aumento da capacidade de produção de etanol nos Estados Unidos, que deve pular de 50 milhões de galões neste ano para 300 milhões em dois anos.

O aumento do uso do biocombustível no país deverá ampliar os ganhos da empresa.

(Por Marcelo Teixeira e Lisa Haarlander)