Um estudo inédito do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado ontem mostra que, entre 1996 e 2002, o país deixou de colher cerca de 28 milhões de toneladas de grãos. O ano mais crítico foi o de 2000, quando se deixou de colher 6,6 milhões de toneladas e a cultura do trigo foi a mais prejudicada, com perdas de 4,1 milhões de toneladas, ou seja, 32% da produção.

Durante a colheita, por exemplo, as perdas destes grãos ocorrem por causa da falta de manutenção das máquinas ou pelas limitações da colheita manual. Em cada 10 sacas, 1,3 se perde. O desperdício maior, no entanto, ocorre no transporte e na armazenagem.

A publicação Indicadores Agropecuários 1996-2002 mostra que as perdas antes da colheita estão relacionadas a fatores climáticos e às doenças da lavoura.

Na avaliação do coordenador de Agropecuária do IBGE, Carlos Alberto Lauria, estes fatores não podem ser controlados, mas devem ser amenizados com investimentos. "No caso da seca, o produtor pode proteger sua cultura investindo em irrigação. No caso da chuva, é recomendável que o produtor faça um gerenciamento para saber a melhor época de plantio e quanto às doenças, o uso de defensivos ainda é a melhor prática", disse.