De acordo com Embrapa Soja os focos não estão em áreas de plantio comercial, mas sim nas de soja com germinação voluntária, ou em unidades de alerta dos participantes do Consórcio Anti-ferrugem.

Em Goiás, a ferrugem foi identificada em unidade de alerta, instalada sob pivô central (irrigação), no município de Jandaia, e confirmada pela Faculdade de Agronomia de Rio Verde. A presença do fungo nos municípios gaúchos de Sananduva e Nonoai foi confirmada pelo Laboratório de Fitopatologia da Universidade de Passo Fundo. Em Nonoai, a ferrugem foi encontrada em plantas germinadas voluntariamente, próximas a armazéns de semente. Já em Sananduva, as amostras de ferrugem são de plantas de soja que germin aram dentro de uma lavoura de trigo. Essas plantas de soja sobreviveram à ocorrência de geadas e, protegidas pelo cultivo de trigo, mantiveram a ferrugem.

Além dos dois municípios gaúchos, a ferrugem já havia sido identificada em Primavera do Leste e Ipiranga do Norte, no Mato Grosso, em três unidades de alerta, confirmadas por pesquisadores da Fundação Mato Grosso e da Fundação Rio Verde. Nessas unidades de alerta, instaladas sob pivô central em Primavera do Leste, a ferrugem foi identificada no estágio vegetativo. Em Ipiranga do Norte, a ferrugem foi identificada no final da floração. Em Nova Cantu, no Paraná, sintomas de ferrugem foram identificados em plantas voluntárias de soja no início do enchimento do grão em plantas.