A proposta é sensibilizar lideranças empresariais, políticas e religiosas, movimentos sociais, sindicatos, gestores públicos e a sociedade civil local, especialmente crianças, para a importância da atividade pecuária à comunidade e a necessidade de melhorar o status sanitário dos rebanhos.
O governo está empenhado em reduzir o risco do surgimento de focos de febre aftosa no país, como ocorreu no Pará e no Amazonas nos últimos meses. O surgimento desses focos afeta a imagem do produto brasileiro no exterior, prejudicando as exportações de carne, como vem ocorrendo com as vendas destinadas à Rússia.
O projeto também levará noções de educação sanitária da população e incluirá a reestruturação do modelo de atenção à saúde animal, informou a assessoria do Ministério da Agricultura. A solenidade também marcou o início da segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa no rebanho de 5,58 milhões de cabeças em Alagoas, Amazonas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Roraima. A intenção do governo é mobilizar os 30,3 mil pecuaristas do Estado para a campanha de vacinação.
A governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, afirma que a sociedade precisa ter a exata noção do prejuízo que um foco de febre aftosa pode causar. "Não podemos descuidar, porque a febre aftosa traz prejuízos econômicos, sociais e políticos para todo o Estado", diz a governadora.
Em 2003, as exportações do agronegócio renderam US$ 310 milhões ao Rio Grande do Norte, calcula a governadora. Para ela a doença pode afetar as vendas externas do Rio Grande do Norte em razão da imposição de barreiras fitossanitárias nos mercados consumidores. "Nosso Estado projeta-se no cenário mundial como forte exportador de camarão congelado, melão, castanha de caju, banana, produtos de confeitaria, açúcar, peixe resfriado e congelado, sal e lagosta, entre tantos outros produtos", lembra.
Durante o lançamento do projeto-piloto, Rodrigues disse que o Rio Grande do Norte tem sido referência pelos bons índices de vacinação contra a febre aftosa.
A meta é vacinar 90% do rebanho de 714,7 mil cabeças de bovinos e atingir 100% na notificação da enfermidade e no controle do trânsito animal. Em 2003, a cobertura vacinal contra a aftosa no Estado alcançou 96,2%.