Umuarama – A seca, que durava em média 53 dias no estado, havia interrompido a colheita e fez com que as indústrias reduzissem a produção.
Antônio Carlos Zamberlan, supervisor da Companhia Lorenz, em Umuarama, diz que 50% da indústria ficou com as atividades paralisadas durante mais de um mês. Os prejuízos ainda não foram calculados. “Só voltamos ao normal esta semana”, diz. A Lorenz recebe em média 220 toneladas de mandioca por dia em Umuarama.
Apesar dos prejuízos provocados pela seca, a estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, mostra que a área cultivada com mandioca no Paraná deverá aumentar dos 162 mil hectares na safra 2003/2004 para 175 mil hectares na safra 2004/2005, que está sendo plantada.
O aumento é estimulado pelos preços. Segundo informações fornecidas por Methódio Groyko, do Deral, no primeiro trimestre de 2004 o preço da tonelada chegou a R$ 400. Depois caiu para cerca de R$ 160 e, atualmente, está entre R$ 220 e R$ 260. Se levar em conta o preço mínimo de R$ 55 e o custo de produção que é de aproximadamente R$ 120 a tonelada, a cultura continuará seduzindo os agricultores.
Os maiores produtores de mandioca no Paraná estão na Região Noroeste. Paranavaí tem a maior área, 60.000 hectares, seguida por Umuarama, com 30.000 hectares, e Campo Mourão, com 15.000 hectares.