O Brasil foi responsável por 75% do faturamento da Basf Agro, divisão da multinacional Basf, em 2003. A indústria de defensivos agrícolas teve uma receita de 540 milhões de euros no ano passado, dos quais 375 milhões foram obtidos no mercado brasileiro. A informação foi repassada ontem pela presidência da empresa durante a primeira conferencia mundial realizada na unidade fabril de Limburgerhof. O país representou 13% do ganho de 3,176 bilhões de euros alcançados pela área agrícola da Basf em todo o mundo.

Na ocasião o presidente da área agrícola da Basf, Hans Reiners, também anunciou a intenção de fazer parceria com a Empresa Brasileira Agropecuária (Embrapa) para pesquisar uma variedade de soja geneticamente modificada.

O faturamento obtido pela Basf Agro no primeiro semestre deste ano apresentou um crescimento de 95% em relação aos seis primeiros meses do ano passado e boa parte do ganho, segundo Reiners, é atribuída as vendas de fungicidas para combater a ferrugem asiática, que na safra 20032004 causou grandes prejuízos na produção brasileira de soja.

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) estima que os sojicultores gastaram cerca de R$ 3 bilhões para combater a doença no ano passado. Mas o executivo da Basf Agro também atribui o incremento obtido desde o ano passado ao crescimento da produção agrícola da América do Sul e principalmente desse setor no Brasil.

Reiners enumera ainda os investimentos em lançamentos de novos produtos como sendo outros fatores que contribuíram para o aumento do faturamento verificado em 2003. O presidente da área agrícola cita como exemplo a variedade de sementes Cleafield para o plantio de arroz, que em apenas dois anos teve dobrada a área plantada com a cultura.

O terceiro item apontado como fator de crescimento da indústria alemã de defensivos agrícolas e a compra do pacote Fipronil da Bayer CropScience em marco do ano passado. "A substância Fipronil e um dos novos inseticidas que veio cobrir uma lacuna estratégica em nossas linhas de produtos inseticidas", afirma o executivo. Quanto a parceria com a Embrapa, a idéia é criar uma substância que possa concorrer com o clifosato, utilizado pela Monsanto para a produção da Round up.