A suspeita do foco da doença surgiu em 21 de outubro, mas apenas ontem o ministério recebeu os exames que confirmaram sinais clínicos de aftosa em alguns animais.

Segundo o secretário de Defesa Agropecuária, Gabriel Maciel, é prerrogativa do Paraná determinar se é necessário o sacrifício dos animais da propriedade. Ao todo são 2.212 cabeças, sendo que cerca de 200 são provenientes de Eldorado (MS), onde surgiram os primeiros focos de aftosa em outubro.

No entanto, ele disse que o provável é que o combate à doença seja feito de forma compartilhada.

"Nós vamos colocar o nosso ministério e nossa estrutura para o Paraná sair dessa situação o mais rápido possível", disse. O Estado tem um rebanho de 10 milhões de cabeças.

De acordo com Maciel, o Paraná já tinha feito o rastreamento e o isolamento das propriedades suspeitas. Ao todo são 11 propriedades com cerca de 10 mil cabeças. Novos testes serão feitos para avaliar a possibilidade de aftosa em outros rebanhos.

Enquanto isso não é feito o Estado impôs um isolamento de 10 km a partir de cada propriedade.

Caso seja necessário sacrifício de animais o governo federal já tem garantido R$ 10 milhões para a indenizar os proprietários. Esse dinheiro está garantido na mesma medida provisória que destinou recursos para a indenização no Mato Grosso do Sul. Lá, 28 focos da doença já causaram o sacrifício de 14 mil animais.

Por conta da aftosa, 52 países mantêm embargo total ou parcial à carne brasileira.

Santa Catarina

O secretário disse ainda que Santa Catarina, único Estado considerado área livre de aftosa sem vacinação, não deverá ser prejudicado pelo surgimento da doença no vizinho Paraná.

Segundo Maciel, Santa Catarina já tem um controle mais rígido feito por meio de barreiras sanitárias. "Agora ele vai ter uma vigilância muito mais intensa do que já tem", avalia.

Quando surgiu a aftosa em Eldorado, a maior parte dos países embargou também as carnes provenientes do Paraná e São Paulo, que são vizinhos do Mato Grosso do Sul.