A assessoria de imprensa do Rural confirmou a presença de agentes da PF no banco mas ainda não tem informações detalhadas sobre a operação.

Segundo informações da Polícia Federal de Brasília, a operação foi realizada em todo o país e inclui 17 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais --a maioria em Belo Horizonte-- e um no Rio de Janeiro. Já a PF de Minas Gerais diz que no total são 19 mandados.

Em julho, o Ministério Público Federal denunciou diretores do Rural por supostos crimes relacionados a envio de dinheiro para fora do país. O banco nega as acusações.

O inquérito que investiga o suposto esquema de "mensalão" no Congresso --pagamento de mesadas a parlamentares-- foi enviado ontem do STF (Supremo Tribunal Federal) para a PF.

Ontem, funcionários do banco em Belo Horizonte e São Paulo fizeram um protesto contra o fechamento de agências e demissões. Segundo informações da CNB-CUT (Confederação Nacional dos Bancários), a instituição abriu um programa de demissões voluntárias na última segunda-feira com prazo somente até a quarta-feira (31).

O secretário de organização da CNB/CUT, Carlindo Dias, o Abelha, afirmou que o "protesto dos empregados do Rural foi um importante instrumento de pressão que obrigou o banco a abrir o diálogo com o movimento sindical".