O governo deve divulgar até o final deste mês uma instrução normativa que vai determinar a rotulagem "clara e detalhada" das misturas de farinha de trigo, informa a coordenadora geral de qualidade vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Ângela Pimenta Peres. Ela participou ontem de reunião, em Brasília, com representantes da cadeia produtiva do trigo.
Os argentinos participaram da reunião porque são acusados de alterar a farinha de trigo vendida para o Brasil como forma de pagar menos impostos.
Para fugir de uma taxa de retenção de 20% paga para o governo local, os exportadores argentinos têm adicionado 0,3% de sal de cozinha aos lotes de farinha de trigo vendidos para o Brasil.
Com isso, o imposto de importação cai para 5%. Ao adicionar sal, a farinha é vendida como se fosse mistura para preparar pães e massas.