A Chancelaria argentina vai colocar em marcha em 2007 um plano de ação de promoção de exportações especial para o Brasil, com o objetivo de equilibrar a balança comercial bilateral, antecipou neste sábado uma fonte do Ministério das Relações Exteriores.
O projeto começará a ser discutido na próxima semana, em reuniões na segunda e terça-feira, em Buenos Aires, e para as quais foram convocados os dez cônsules argentinos no Brasil e o responsável pela seção comercial da embaixada em Brasília.
Os diplomatas terão "uma reunião de avaliação de estratégias e metodologias
para ações de promoção concreta em todo o Brasil", explicou o subsecretário de
Comércio Internacional, Luis María Kreckler, em declarações à agência oficial de
notícias Télam.
O objetivo do plano é "chegar, em médio prazo, a um equilíbrio da balança
comercial", deficitária para a Argentina desde 2003.
A idéia foi do próprio chanceler, Jorge Taiana, a partir dos últimos resultados da balança comercial entre os dois sócios do Mercosul, levando-se em conta o perfil importador brasileiro e a oferta da Argentina.
Também será revisto o sistema de distribuição dos produtos argentinos no mercado brasileiro, que até agora se concentra em São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.
O Ministério conta "com um trabalho de inteligência de identificação de todos os produtos da oferta exportável argentina que o Brasil importa", de qualquer origem, indicou Kreckler, acrescentando que os cônsules farão listas dos produtos identificados como tendo potencial para melhorar sua penetração no mercado brasileiro.
As exportações argentinas para o Brasil cresceram 33% entre 2003 e 2005 e se espera um aumento de 11% para 2006 em comparação ao ano anterior. Em outubro passado, as exportações subiram 29%, em relação ao mesmo mês de 2005, completou o funcionário da chancelaria.
No período 2003-2005, as importações do Brasil cresceram 55%.
Em 2005, a balança comercial com o Brasil foi deficitária para a Argentina em US$ 3,6 bilhões, o dobro do ano anterior.
De acordo com a consultoria Abeceb.com, a Argentina acumula resultado negativo de US$ 3,1 bilhões entre janeiro e outubro de 2006.