PEQUIM - "Acreditamos que a China se tornará importadora de milho dentro de alguns anos", disse, pedindo anonimato.
Por enquanto, o país é exportador do grão: 2,27 milhões de toneladas exportadas nos primeiros nove meses do ano, contra 60.000 toneladas importadas.
Entre as explicações para a escassez no futuro, está a busca por fontes de energia renováveis, para substituir energias fósseis, especialmente o petróleo. A China defende a produção de etanol, derivado de vegetais, como o milho.
Além disso, com a elevação do nível de vida, o consumo de carne cresce, aumentando também a quantidade de milho necessária para a criação de animais.
Isto elevará ainda mais o déficit agrícola comercial da China, que foi de 2,29 bilhões de dólares nos nove primeiros meses do ano (+45%), segundo estatísticas do ministério da Agricultura.