Foi o que afirmou ontem o coordenador do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Gavur Kirst, ao comentar o fim das restrições. "O impacto das restrições sanitárias não foram tão significativos em função da diversificação dos mercados com os quais o Estado comercializa", garante.

Para o diretor comercial da Anhambi Agroindustrial, Alessio Di Domenico, a reabertura do mercado Russo pode significar a retomada de negociações que começaram a mais de um ano com o país. Segundo ele, a empresa iniciou algumas transações com a Rússia que não foram concluídas por motivos alheios ao embargo. No entanto, Domenico garante que a Anhambi tem interesse de vender carne de frango para o país e que esse pode ser o momento para uma nova aproximação.

Em 2004, a Sadia, única empresa mato-grossense que comercializa carne de frango com a Rússia, destinou 6 mil toneladas do produto ao país, totalizando um faturamento de US$ 4,6 milhões. O montante representa 10,7% de todas as exportações do produto pelo Estado, segundo dados da Fiemt. A Rússia ocupa ainda a terceira posição no ranking dos países que mais importam frango de Mato Grosso, atrás da Venezuela, que ocupa o primeiro lugar com uma participação de 26% do total das comercializações, e Alemanha, que importa 10,86% do frango do Estado.

Já a venda de carne de frango para a Espanha representou em 2004 apenas 0,25% de todas as exportações do produto, segundo Kirst. Isso significa que Mato Grosso vendeu US$ 92 mil para o país europeu.

A Fiemt não tem possui o número de empresas mato-grossenses que comercializam com a Espanha.