Mas, mesmo assim, manteve seu destaque. Até agora foram exportados US$ 104,69 milhões, contra US$ 66,4 milhões do mesmo período de 2003, o que significa um crescimento de 54,64%.

Contudo, o coordenador do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Gavur Kirst, ressalta que mesmo registrando um índice de 5,92% nas exportações, o setor madeireiro emprega mais que o da soja. "O setor madeireiro é um dos que mais dispõe de postos de trabalho, englobando micro e pequenas empresas. Isso quer dizer que enquanto os US$ 104 milhões da madeira estão diluídos em diversas empresas, os US$ 1,4 bilhão da soja estão concentrados em cinco ou seis empresas", avalia.

Atrás da madeira, na lista de exportação, estão a carne (US$ 96,6 milhões), o milho (US$ 62,39 milhões) e o algodão (US$ 54,5 milhões). Em seguida, no acumulado das exportações de janeiro a julho de 2004 aparecem o couro (US$ 8 milhões), o sorgo (US$ 1,8 milhão), os minerais (US$ 713,1 mil) e cimento (US$ 128,8 mil).

O secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alexandre Furlan, salienta que Mato Grosso foi o Estado do Centro-Oeste que mais exportou, com 59,10% do total. As exportações da região foram de US$ 2,97 bilhões.