Um foco de bicudo do algodoeiro no município de Paranatinga vai adiar o reconhecimento oficial, pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), de parte do Estado de Mato Grosso como livre da praga. Detectado no dia 6 do mês passado, o foco está localizado em uma lavoura de algodão de 28 hectares ao sul de Paranatinga. Todas as providências estão sendo tomadas pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) para que a praga não se alastre e alguns cuidados estão sendo recomendados a todos os agricultores do Estado. O foco não inviabiliza o reconhecimento oficial pelo qual o Estado vem batalhando desde 1999, uma vez que a praga esteja sob controle, mas vai adiar o que deveria acontecer este mês.
Mato Grosso está divido hoje em três faixas no que diz respeito ao plantio de algodão. Pode-se dizer que a região Sul é considerada infestada pelo bicudo do algodoeiro e a região Norte está como livre da praga. Em meio a essa divisão, fica uma área chamada de zona tampão, onde praticamente não há plantio de algodão, a não ser esta em Paranatinga onde foi localizado o foco.
Para evitar que a área livre seja contaminada, o Indea adotou medidas como maior rigor no transporte de produtos vegetais do algodão cujo destino seja a zona tampão ou a área livre. O Indea alerta que o transporte de produtos vegetais do algodão da área infestada para a zona tampão e área livre só poderá ser feito mediante tratamento fitossanitário (expurgo) do produto, com acompanhamento do órgão. Além disso, a carga deverá ter permissão de trânsito emitida pelo Indea.
No caso do transporte de máquinas, equipamentos e implementos, estes deverão estar livres de qualquer resíduo do algodão. Caso contrário, explica o coordenador de Defesa Sanitária Vegetal do Indea, Carlos Roberto Gomes Ferraz, deve ser feita uma pulverização da carga com óleo de mamona ou querosene, deixando-a exposta ao sol por dois dias. Tudo isso para evitar a dispersão da praga. A lavoura está sendo monitorada constantemente para baixar a população do bicudo até a sua erradicação. O controle é difícil e pode até inviabilizar o cultivo se for mal conduzido