A intenção é que essa reunião aconteça em setembro, quando representantes da Administração Estatal de Grãos da China devem chegar ao Brasil para tratar, com o Ministério da Agricultura, do comércio de grãos entre os dois países.

O governo brasileiro pretende estender a agenda e promover uma ampla reunião com representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Negociadores das principais tradings que comercializam soja para a China também participariam do encontro. "Queremos que fique claro, para os dois lados, as regras para o comércio de soja", diz uma fonte do ministério.

Um outro grupo, formado por autoridades da Secretaria de Assuntos de Economia Rural da China, deve estar no Brasil nos dias 5 e 6 agosto, também para encontros com técnicos em Brasília.

"Do mesmo modo que precisamos vender soja para a China, os chineses sabem da importância do comércio com o Brasil", lembra essa fonte. De acordo com a IN, para a soja "in natura" destinada ao consumo direto (humano ou animal), a tolerância é zero para a presença de partículas com suspeita de contaminação. No caso de grãos destinados ao processamento e à exportação, será permitida apenas uma partícula tóxica por quilo.