Levando em conta todo o agronegócio, a queda será um pouco menor, de 3,4%, para R$ 515,92 bilhões.

Para o presidente da entidade, Antonio Ernesto de Salvo, a falta de apoio do governo --por meio de programas de crédito-- neste ano também irá comprometer a atividade do setor no ano que vem.

"O que tinha que ser plantado já foi. A solução agora é 2007", disse.

Fatores climáticos, como a seca no Sul do país, prejudicaram a agropecuária neste ano. A CNA estima que a safra será 20 milhões de toneladas menor em 2005. Também contribuíram para esse desempenho negativo a queda do preço das commodities no mercado internacional e a valorização do real frente ao dólar, que reduziram a rentabilidade dos produtores exportadores.

Apesar da crise no setor, de Salvo diz que não haverá risco de abastecimento para o consumidor. A crise está concentrada na queda de renda aos produtores.

Inclusive, os consumidores são beneficiados pela crise no setor. O dólar em baixa estimula a importação de alimentos e prejudica as exportações, com mais produtos no mercado, a tendência é que o preço caia.

Eleições

Para o presidente da CNA, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai poder contar com os bons números do setor agrícola durante a campanha de reeleição.

"Eu acredito que o resultado do agronegócio vai causar influência no processo eleitoral. Não vai dar para eleger em cima desses números. Vai ter que procurar outros", disse.