O Banco Mundial vem trabalhando na criação de um fundo de até US$ 200 milhões para enfrentar a crise alimentar, que ameaça vários países em desenvolvimento, informaram nesta quarta-feira (28) fontes ligadas ao tema, segundo a agência de notícias France Presse.
O fundo deve ser examinado hoje, pelo conselho de administração do banco, segundo uma fonte ouvida pela agência, que participou recentemente de uma reunião com o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.
O valor do fundo, discutido menos de uma semana antes da conferência internacional sobre a crise alimentar, em Roma, não foi citado na reunião, disse uma das fontes, que pediu para não ser identificada.
Já outra fonte revelou que o valor pode chegar a US$ 200 milhões.
Segundo o plano, assim que o fundo for aprovado, os vice-presidentes regionais terão fácil acesso ao dinheiro, sem a necessidade de apresentar ao Conselho de Administração caso por caso, explicou uma das fontes.
No último dia 14, a vice-presidente do banco, Pamela Cox, disse que os preços dos alimentos continuarão altos pelo menos nos próximos sete ou oito anos.
"O problema dos preços elevados dos alimentos não vai desaparecer nos próximos sete ou oito anos. É preciso aumentar a produção" para resolver esse problema, declarou Cox. "Para que os preços dos alimentos caiam, é preciso finalizar a Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio e desenvolver um mercado mais competitivo".
Para ela, o aumento dos preços dos alimentos no mercado mundial tem como principais motivos o aumento da demanda em países como China e Índia e o incentivo à produção de biocombustíveis, sobretudo os derivados do milho.