A colheita do milho da safra 2025/26 em Mato Grosso ultrapassou a marca de 20% da área cultivada e segue em ritmo superior ao registrado no mesmo período do ano passado. De acordo com boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os produtores já colheram 20,86% da área destinada ao cereal no Estado.

Na terceira semana de junho, os trabalhos avançaram 9,57 pontos percentuais, desempenho superior ao observado na mesma época da safra anterior, quando apenas 14,08% da área havia sido colhida.

Segundo o Imea, as condições climáticas favoráveis nas últimas semanas permitiram acelerar as operações nas principais regiões produtoras, contribuindo para o bom desempenho da colheita.

O Médio-Norte lidera o andamento dos trabalhos, com 29,92% da área já colhida. Em contrapartida, a região Sudeste registra o menor percentual até o momento, com 5,48%.

De acordo com a analista de mercado do Imea, Milena Bezerra, o desempenho regional reflete o calendário de plantio adotado em cada localidade.

"As regiões Sudeste e Nordeste foram pontos de atenção durante todo o desenvolvimento da safra, principalmente em razão da colheita mais tardia da soja, que acabou atrasando também a semeadura do milho. Ainda assim, são regiões que vêm apresentando bom potencial produtivo", explica.

Ela destaca que o Médio-Norte reúne duas características que favorecem o avanço da colheita: o plantio antecipado e a elevada capacidade operacional das propriedades rurais.

Além do avanço dos trabalhos no campo, o levantamento reforça a expectativa de uma das maiores safras de milho da história de Mato Grosso.

A produtividade média estimada foi elevada para 120,28 sacas por hectare. Em fevereiro, março e abril, a previsão era de 116,61 sacas por hectare. Em maio, o índice já havia subido para 118,71 sacas.

Com a manutenção da área cultivada em 7,39 milhões de hectares, a produção estadual está estimada em 53,35 milhões de toneladas.

Enquanto a colheita acelera, a comercialização da safra segue em ritmo moderado, mas apresenta evolução constante.

Até a terceira semana de junho, os produtores haviam negociado 47,32% da produção estimada para a safra 2025/26. O percentual é superior ao registrado nos meses anteriores, quando o índice era de 31,02% em fevereiro, 34,33% em março, 39,51% em abril e 45,84% em maio.

As vendas antecipadas da próxima safra também ganham espaço. Segundo o Imea, 4,5% da produção estimada para o ciclo 2026/27 já foi comercializada.

O avanço evidencia uma tendência observada ao longo dos últimos meses. Em fevereiro, apenas 0,05% da futura safra havia sido negociada antecipadamente. O percentual subiu para 0,60% em março, alcançou 1,55% em abril e chegou a 2,69% em maio, demonstrando maior movimentação do mercado mesmo antes do plantio da próxima temporada.