Os trabalhos a campo deste ciclo estão mais adiantados, 21,73 p.p., quando comparado com o mesmo período da safra 2022/23 e 16,52 p.p ante a média dos últimos cinco anos, como destacam os analistas do Imea.

No que se refere às regiões, a médio-norte, oeste e norte seguem à frente dos trabalhos a campo com 99,08%, 98,69% e 97,85% das áreas colhidas, respectivamente.
Para as próximas semanas, com a colheita próxima do fim, um ponto de atenção é o déficit de armazenagem, que sazonalmente na “época de colheita” é um gargalo no estado, observam os analistas.

CUSTO DE PRODUÇÃO - De acordo com o projeto Acapa-MT, o Custo de Operação Efetivo (COE) do milho da safra 2024/25 em Mato Grosso, em junho, fechou em R$ 4.589,36/ha, alta de 0,24% ante a maio. Ao analisar o Ponto de Equilíbrio (P.E), levando em consideração o preço ponderado de junho do milho em R$ 35,99/sc, o produtor terá que produzir 127,52 sc/ha na safra 2024/25. Quando comparada com a 2023/24, a despesa aumentou 6,13 sc/ha, puxada pela alta do pacote tecnológico no ciclo futuro.

“Ainda, quando acrescentados os custos com depreciações e pró-labore, o agricultor terá que produzir na média 142,44 sc/ha, para cobrir o Custo Operacional Total (COT). Vale ressaltar que o Imea ainda não possui estimativa de produtividade para a próxima safra (2024/25), mas, levando em consideração a média de produtividade das últimas três safras (110,85 sc/ha), o produtor cobrirá apenas o custeio da temporada”, alertam os analistas do Imea.

Com os custos elevados, e a produtividade em aberto para a próxima safra, é necessário que o produtor continue atento às melhores oportunidades de negócio e tente minimizar as suas despesas na temporada, completam os analistas.