O anúncio do programa estava previsto para ser realizado na última quarta-feira (26), mas foi adiado pelo governo federal às vésperas. Entidades, como a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) classificou a postura do governo federal “como uma total demonstração de desorganização e ineficiência do governo federal”.
Lucas Costa Beber lembra ainda que os produtores precisam acessar o crédito para iniciar o plantio da safra de soja, que é a principal cultura agrícola do Brasil. Com o adiamento feito pelo governo, os agricultores correm o risco de contrair crédito fora dos recursos subvencionados, pagando juros mais altos.
Lucas alerta que a decisão pode atrasar o planejamento da safra e, como consequência, ocasionar atraso na entrega dos produtos e do plantio, trazendo prejuízos ainda maiores para os produtores e para a economia. O presidente da entidade pontua também que o Plano Safra faz parte da Política Agrícola Nacional, como prevê a legislação brasileira.
De acordo com o Ministério da Agricultura, os produtores mato-grossenses podem iniciar o plantio da soja a partir do dia 6 de setembro.
“Esse atraso no plano safra mostra mais uma vez a falta de comprometimento do governo, dos ministérios, todos que fazem parte na organização e elaboração do Plano Safra brasileiro, sendo que a agricultura tem sido responsável pelo superávit na balança primária e também pela elevação do PIB no Brasil”, conclui.