Apesar da variação negativa, os analistas do Imea destacam que os dados apurados nesse primeiro levantamento, quando comparados a igual momento do ano passado (abril ante abril), apresentam retração menor, de 9,46%.
“Esse cenário foi influenciado, principalmente, pela forte desvalorização de 18,67% no comparativo anual dos preços do boi gordo. No entanto, o milho e o farelo de soja, principais insumos alimentares, também seguem em ritmo de retração no Estado, com recuo de 23,28%¹e 2%, respectivamente. Esse cenário de queda nos preços, somado ao fato de que o mercado de reposição no Estado também tem caído, tende a animar os confinadores nos próximos meses, de modo que o volume do rebanho confinado pode ser reajustado para cima nos próximos levantamentos”.
Dentre as principais preocupações entre os pecuaristas na decisão de confinar, o preço do boi gordo continua sendo o principal fator, uma vez que a arroba do boi saiu das máximas cotações e está sob uma forte pressão baixista. Além disso, também foi citada como preocupação a baixa lucratividade e despesas com o preço dos insumos. Muitos confinadores aproveitaram a onda de baixa nos preços dos animais de reposição e anteciparam a compra dos rebanhos a serem confinados, de modo a garantir estoque de animais com preço baixo, considerando a importância do custo com aquisição de animais.
As regiões sudeste, centro-sul e oeste apresentaram o maior incremento no volume de animais a serem confinados no comparativo com as intenções do mesmo período do ano passado. Apesar da queda no preço dos insumos, frente à desvalorização atual nos preços do boi, o estoque de insumos com preços antigos refletiu na sustentação do custo da diária confinada, que ficou em R$ 15,71/cab./dia no Estado.
“Mediante o cenário de redução nos preços dos insumos, que se intensificaram na primeira quinzena de maio, e das principais categorias de reposição usadas no confinamento, os confinadores podem mudar sua perspectiva quanto ao volume de animais confinados.
Assim, durante os próximos levantamentos, é possível que seja observado reajuste positivo no volume de animais confinados, uma vez que a aquisição de animais e suplementação estão entre os maiores custos dos confinadores”, completam.
A pesquisa do Imea contou com a participação de 96 confinadores do Estado, do total de 160 da amostra, obtendo uma representatividade de 60% do total amostrado.