De acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os mais de R$ 20 bilhões foram demandados por 28,68 mil contratos realizados para este ciclo, no Estado. A maior deles se concentra nos municípios de Sorriso, Primavera do Leste, Campo Novo do Parecis, Canarana, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Paranatinga, Campo Verde, Nova Ubiratã e Ipiranga do Norte. Somente em Sorriso as operações somam R$ 932,18 milhões.

Em relação ao valor financiado pelos mato-grossenses, R$ 11,48 bilhões são para o custeio das lavouras e R$ 7,47 bilhões para investimento. O restante aplicado na comercialização ou industrialização.

Em todo Centro-Oeste os desembolsos somam R$ 52,46 bilhões até dezembro. Mato Grosso representa 40% desse total, Goiás cerca de 37% e Mato Grosso do Sul, 23%.

O desembolso do crédito rural no Brasil somou R$ 202,87 bilhões no Plano Safra 2022/23, de julho de 2021 até dezembro de 2022. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 126 bilhões. Já os investimentos somaram R$ 53 bilhões, a comercialização atingiu R$ 13,6 bilhões e a industrialização, R$ 10,1 bilhões.

De acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, do total dos 1.092.901 contratos realizados no período de seis meses, os produtores do Pronaf e do Pronamp contrataram o equivalente a R$ 33,6 bilhões, cada categoria. Os pequenos produtores fecharam com 787,9 mil e os médios produtores atingiram 137,6 mil contratos. Os demais produtores somaram 167,4 mil contratos ou o equivalente a R$ 135,5 bilhões.

O secretário adjunto substituto de Política Agrícola do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, destacou a continuidade da elevada demanda de recursos de custeio, decorrente do apoio oficial ao setor e das condições favoráveis de mercado, conforme evidenciado pela estimativa Conab de uma produção recorde de 312,2 milhões de toneladas de grãos na safra 2022/23.

Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos obrigatórios, no total das contratações, se situou em R$ 45,39 bilhões, e a de recursos da poupança rural controlada atingiu R$ 48,44 bilhões. As duas fontes somam 46% do total dos financiamentos (R$ 93,83 bilhões).

A demanda por recursos não controlados permanece alta, com R$ 74,63 bilhões (37%), com destaque para os recursos da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) com R$ 43 bilhões ou 21% do crédito rural.

A região Sul continua com o destaque nos financiamentos do Plano Safra com R$ 69,2 bilhões. Centro-Oeste está em segundo lugar no desempenho do crédito, com R$ 52,6 bilhões.