A prorrogação foi comunicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Após a imunização, a vacinação deve ser comunicada ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) até o dia 24 de dezembro. A estimativa é de que 33 milhões de animais sejam vacinados nesta etapa em Mato Grosso, segundo o Indea.
Somente os municípios da região noroeste de Mato Grosso, que já são reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como “zona livre de febre aftosa sem vacinação”, não devem imunizar o rebanho. São eles: Rondolândia e algumas propriedades dos municípios de Colniza, Aripuanã, Juína e Comodoro.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) avisou aos Estados sobre a decisão na sexta-feira (25.11). O motivo da alteração das datas se deve à liberação tardia de lotes da vacina para o mercado, o que gerou desabastecimento nos locais que comercializam o produto.
Até domingo (27), 29,3 milhões de doses da vacina contra a febre aftosa foram comercializadas em Mato Grosso pelas 514 revendas licenciadas no Estado. A estimativa é de que haja necessidade de cerca de 4 milhões de doses para serem comercializadas e aplicadas em todo o rebanho bovino e bubalino.
Conforme o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea, Felipe Peixoto, algumas regiões atrasaram a vacinação não apenas pela falta de dose, mas por falta de chuvas, como na região Araguaia. “O regime de chuvas atrasado gerou estiagem na região do Araguaia, afetando a condição corporal do rebanho que precisa ser manejado e vacinado”, explicou.
VACINAÇÃO SUSPENSA – A campanha de vacinação contra a febre aftosa de 2022 pode ser a última em Mato Grosso e outros cinco estados, além do Distrito Federal. A vacinação será suspensa como parte do Plano Estratégico da Febre Aftosa (PNEFA) criado pelo Mapa, junto às instituições interessadas, para ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país a partir de 2023. Mato Grosso está livre da doença, com vacinação, desde 1996.