No começo deste mês, a entidade publicou uma nota, na qual informa que produtores de soja e de milho, por unanimidade, teriam decidido que o deputado federal e o senador “não têm legitimidade para representar o setor como interlocutores em Brasília”.

Para desgosto do presidente Fernando Cadore, Geller e Fávaro foram confirmados no grupo da Agricultura, no Governo de Transição de Lula.

Janaina disse que, ao se definir um interlocutor entre Governo e o setor, há de se ter um alinhamento e que o grupo deve, sim, sentar com a gestão Lula para discutir as demandas do agro.

“O interlocutor da Aprosoja, de forma natural, vai ser o presidente da Aprosoja [Fernando Cadore]. E ele, com certeza, vai sentar com o presidente eleito e com o ministro. [...] O Neri e o Fávaro, pela posição política hoje, não seriam os nomes ideais. Até por estar muito recente [as eleições], ainda não esfriou”, disse a deputada.

Janaina é nora do senador reeleito Wellington Fagundes (PL), devoto extremo de Jair Bolsonaro (PL) e um dos que não aceitam o resultado do pleito que elegeu Lula presidente.
Geller e Fávaro apoiaram Lula. A Aprosoja fechou com Bolsonaro e, inclusive, participou de atos antidemocráticos, em Brasília, em defesa do (ainda) presidente da República.