Mais da metade do volume embarcado teve como destino a China, maior parceiro comercial do País e do Estado.

O maior volume exportado está atrelado ao recorde na produção do Estado e à quebra da safra sul-americana, como aponta o Imea. Entre os principais compradores da oleaginosa, destaque para a China, que, apesar do menor apetite observado nos últimos meses devido à política de zero Covid-19, o acumulado dos envios avançou 11,03% no comparativo anual.

Além disso, a representatividade da China aumentou 9,85 pontos percentuais (p.p.) no primeiro semestre de 2022 em relação ao mesmo período do ano passado, participando em 2022 com 57,64% das compras da soja de Mato Grosso.

Ainda como antecipam os analistas do Imea, é historicamente observada uma redução nos envios de soja no segundo semestre devido à menor oferta do grão, “no entanto, com o atraso na venda da soja, neste ano, e com o dólar apresentando trajetória de valorização, as exportações para os próximos seis meses poderão apresentar novo recorde para o período”.

PRODUÇÃO – O cenário de falta de espaço nos armazéns de Mato Grosso continua influenciando internamente na comercialização da soja. “As vendas da safra 2021/22 no mês de junho avançaram 3,41 p.p. ante maio, negociando 82,08% da produção deste ciclo. A evolução nas negociações só não foi maior devido ao recuo de 1,09% no preço médio da oleaginosa, em junho, precificado em R$ 164,49/sc no Estado, movimento que refletiu a desvalorização da soja na Bolsa de Chicago, como explicam os analistas do Imea.

Para a safra 2022/23, a comercialização praticamente não avançou no mês de junho, ampliação mensal de apenas 0,98 p.p., chegando a 25,35% da produção estimada, negociada. Os altos patamares dos fertilizantes (relação de troca desfavorável) e as incertezas quanto à produção ainda limitam o avanço das negociações, que apresentam atraso de 9,23 p.p. ante a safra passada. No entanto, o preço médio da soja em Mato Grosso valorizou 1,07% no comparativo mensal, alcançando a média de R$ 153,51/sc, reforçando que essa cotação refere-se a preço a termo, ou seja, para entrega futura, não sendo valor de ‘balcão’, para o grão disponível.