Apesar de o clima ter ajudado no início da semeadura há relatos de redução das chuvas durante o mês de abril. Essa estiagem deve comprometer rendimento e produção do cereal neste ciclo. Desde o começo dos trabalhos no campo as projeções apontavam para uma oferta de milho superior à da soja. Devido às revisões, a produção estadual de milho ficou estimada em 39,35 milhões de toneladas, recuo de 2,99% em relação ao levantamento anterior.
Ainda que haja certa ‘frustração’, a estimativa atual se mostra 20% acima do que foi consolidado na safra passada – 32,56 milhões t – e com produtividade superior, em 12% á média de 92,65 sacas por hectare do ciclo 2020/21. Como já destacado pelo MT Econômico, a área cultivada é recorde, bem como a oferta revisada para baixo. Antes da estiagem, se prospectou produção de mais de 40,56 milhões t.
Conforme a 8ª Estimativa da Safra de Milho – 2021/22, realizada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os modelos climáticos atuais indicam baixos volumes de chuva para o período de maio, que variam de 10 mm a 25 mm na maior parte do Estado, salvo o norte mato-grossense, segundo o TempoCampo. “Com a redução nas precipitações, as estimativas de safra 2021/22 foram revisadas para baixo”, aponta o Imea.
Segundo o relatório, mesmo com perdas na oferta, a área destinada ao milho exibiu leve incremento. “A área ficou estimada em 6,32 milhões de hectares, acréscimo de 0,28% ante o relatório passado e 8,17% superior à safra 2020/21. No que tange à produtividade, houve queda de 3,26% em comparação com o relatório passado, ficando estimada em 103,80 sc/ha na média estadual, em consequência da escassez hídrica que vem ocorrendo desde o último mês em grande parte do Estado, principalmente no que tange às regiões centro-sul e oeste, que apresentaram queda de 6,43% e 4,23%, respectivamente”.
O início da temporada 2021/22 do milho safrinha no Estado foi caracterizado pelo adiantamento da semeadura do cereal em grande parte do Estado, motivado pela antecipação do plantio e da colheita de soja. Com a finalização da semeadura do cereal no mês de abril, a atenção dos produtores se voltou ao desenvolvimento, no qual o clima é o principal fator para a sua evolução.