A quebra da safrinha de milho 2021 - plantada com grande atraso devido à safra de soja mais tardia - foi resultado da falta de chuva em grande parte das áreas produtoras em abril e maio e das geadas registradas do final de junho para cá, que além de reduzirem a produtividade também causaram problemas de qualidade para o cereal.

Combinadas aos números da Conab para o Norte/Nordeste, as estimativas da AgRural para o Centro-Sul resultam em produção brasileira de 56,2 milhões de toneladas de milho na safrinha 2021, contra 59,1 milhões na projeção do início de julho e 75,1 milhões de toneladas na safrinha 2020.

A produção total de milho do Brasil no ciclo 2020/21 (primeira, segunda e terceira safras somadas), por sua vez, é estimada agora em 82,2 milhões de toneladas, ante 85,3 milhões em 1º de julho e 102,6 milhões de toneladas na temporada 2019/20.

A colheita da safrinha de milho 2021 chegou na quinta-feira (29) a 49% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil, contra 39% uma semana atrás e 61% no mesmo período do ano passado. Chuvas esparsas no início da semana em alguns pontos da região e uma nova onda de frio dificultaram a perda de umidade dos grãos, limitando o avanço da colheita em parte das áreas produtoras.