A receita das exportações de Mato Grosso atingiu cifras inéditas neste primeiro semestre, ao acumular negócios em mais de US$ 12,60 bilhões. O saldo dos embarques realizados de janeiro a junho mantém o Estado na quinta posição do ranking nacional e revela ainda um crescimento anual de 26% sobre o mesmo intervalo do ano passado, quando foram contabilizados US$ 10 bilhões.
O ganho anual – mesmo sobre um contexto pandêmico no mundo – foi conquistado graças a forte demanda internacional pelas principais commodities agrícolas da pauta local, como soja e algodão, bem como pelo incremento no apetite de grandes parceiros comerciais como China, Turquia, Tailândia, Espanha e Vietnã.
Outro registro histórico dentro da série estadual das exportações é o saldo da Balança Comercial, com o maior superávit já apontado no período – que se mantém o terceiro maior do País – que cresceu 28,57% em relação ao registrado em igual acumulado do ano passado, saindo de US$ 9,1 bilhões para US$ 11,68 bilhões, mais uma marca histórica deste primeiro semestre. O saldo da Balança é a diferença entre as exportações subtraída das importações. De janeiro a junho, Mato Grosso exportou US$ 12,60 bilhões e importou US$ 919,1 milhões. Pará e Minas Gerais lideram esse indicador do comércio exterior brasileiro e registram, respectivamente, US$ 13,35 bilhões e US$ 12,69 bilhões.
Conforme dados divulgados nessa semana pelo Ministério da Economia, o registro de um superávit histórico também foi observado na Balança nacional, com inéditos US$ 37,5 bilhões.
Considerando a pauta mato-grossense, a soja em grão segue como o carro-chefe dos embarques. Registrou receita de US$ 8,2 bilhões, montante jamais contabilizado nesse período. A commodity responde sozinha por 65% de toda a receita estadual dos primeiros seis meses do ano e ainda aponta alta de 25,6% sobre o faturamento do mesmo intervalo do ano passado.
Respondendo por 11% da receita global de Mato Grosso está o algodão, com US$ 1,38 bilhão, alta anual de 54,4%, a maior evolução entre as principais commodities do Estado.
O farelo de soja – integrante importante do complexo soja, formado ainda pelo grão e pelo óleo – registrou faturamento de US$ 1,25 bilhão e responde por 9,9% da receita estadual até junho. Na comparação anual entre os primeiros semestres de 2021 ante 2020, há incremento de 18,8%. O quarto produto mais importante da pauta, os embarques de carnes bovinas participaram com 5,9% do total da receita, adicionando US$ 749 milhões, mas o faturamento foi negativo ante 2020, recuo de 0,59%.
Entre os principais parceiros comerciais de Mato Grosso, a China mantém a liderança. Mais do que posição, ampliou participação e o apetite pela pauta estadual. De janeiro a junho negociou mais de US$ 5,1 bilhões, representando 40,3% do total contabilizado pela receita do Estado. Em relação ao mesmo momento do ano passado, as compras chinesas aumentaram em quase 25%.
Entre os cinco maiores mercados consumidores de Mato Grosso estão, além da China, a Turquia, na segunda posição com compras em US$ 723 milhões e incremento anual de 35%. Em terceiro lugar vem a Tailândia com US$ 690 milhões e alta anual de 28%. Na quarta colocação está a Espanha com US$ 648 milhões e expansão de 42,3% ante 2020. O Vietnã fecha a lista com saldo de US$ 599 milhões e o maior crescimento anual na demanda por produtos de Mato Grosso: 69,3%.
IMPORTAÇÕES – Adubos e fertilizantes químicos são os itens mais comprados pelo Estado e juntos representam 80% do total registrado no primeiro semestre de US$ 919,1, somando US$ 730 milhões.
SEMESTRE - O Brasil registrou um superávit comercial recorde no primeiro semestre do ano, quando as exportações atingiram o maior valor para o período da série do governo, iniciada em 1997, impulsionadas pelo aumento dos preços de commodities e pela maior demanda global em meio à retomada da pandemia.
O superávit comercial foi de US$ 37,5 bilhões nos primeiros seis meses do ano, um salto de 68% sobre o saldo do mesmo período de 2020, na comparação pela média diária. O recorde anterior havia sido registrado em 2017, de US$ 31,9 bilhões.
O resultado refletiu uma alta de 36% das exportações, para o valor recorde de US$ 136,7 bilhões, e um aumento de 27% das importações, a US$ 99,2 bilhões.
O subsecretário de Inteligência e Estatística de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, afirmou que o ano está sendo marcado por uma recuperação da demanda de parceiros como Argentina, Estados Unidos e União Europeia, enquanto o consumo dos mercados asiáticos – principais demandantes dos embarques brasileiros – nunca chegou a arrefecer com a crise da pandemia.
Diante dos resultados, o governo revisou suas projeções para a balança no ano, e agora prevê um superávit comercial de US$ 105,3 bilhões, ante US$ 89,4 bilhões estimados em abril, com alta de 27,3% das importações e de 46,5% das exportações.