Nos últimos dez anos, Mato Grosso apresentou um crescimento no Valor Bruto da Produção na ordem de 75%, a soja e o milho produzidos no Estado obtiveram incrementos mais expressivo para o mesmo período. O VBP da soja avançou cerca de 155% e o do milho aproximadamente 312%, conforme dados são do Observatório do Desenvolvimento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec/MT).

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano, mês a mês e corresponde ao faturamento bruto dos produtos do setor, ou seja, contabilizados da porteira para dentro.

O desempenho mato-grossense perpetua o Estado na primeira posição em nível nacional, com 17,2% do VBP total. Em segundo lugar está o Paraná, com 13,2%, seguido por São Paulo (11,2%), Rio Grande do Sul (10,8%) e Minas Gerais (10%).

Avanço que de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, demonstra a expertise do Estado quanto à agropecuária. “Temos crescido muito em produção ano a ano, o que corrobora a posição que temos no ranking brasileiro. Mato Grosso tem evoluído tecnologicamente e isso se reflete nos números do VBP”, destaca Miranda.

A estimativa do Mapa é fechar este ano com VBP nacional em R$ 1,11 trilhão. O resultado recorde é 11,8% superior ao ano de 2020, que foi de R$ 993,9 bilhões. Os cálculos foram realizados em maio.

Já o valor VBP das lavouras tem expectativa de chegar a R$ 765,4 milhões em 2021, com crescimento de 15,8% em relação a 2020 (R$ 660.8 bilhões). Juntos, as lavouras e pecuária obtiveram em 2021 o valor mais elevado em 32 anos.

A soja, um dos principais produtos da exportação brasileira, deve ter VBP calculado em R$ 765,4 milhões em 2021, com crescimento de 15,8% em relação a 2020.

De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no mês de maio deste ano, Mato Grosso, o maior produtor brasileiro de soja, teve produção de 35,947 milhões de toneladas, com 10.29 milhões de hectares de área plantada e produtividade de 3.492 kg/ha.

Já o segundo colocado em produção da oleoginosa, o Paraná, com volume bem inferior a Mato Grosso, alcançou a produção de 19,87 milhões de toneladas, com área plantada de 5,61 milhões de hectares e produtividade de 3.537 kg/ha.