Levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) traz uma revisão para baixo da safra 2020/21 da fibra. A produtividade foi revisada para 279,07 arrobas por hectare (@/ha), ou 4.186/kg, recuo de 1,29% em relação ao relatório passado. Com o corte na projeção de produtividade em grande parte das regiões de Mato Grosso, estima-se que a produção de pluma do Estado caia 25% em relação à safra passada, ficando aguardada em 1,62 milhão de toneladas ante 2,16 milhões t do ciclo anterior. Se confirmada, a safra atual colocará fim ao incremento de produção registrado nas últimas duas safras no Estado.

Entre as regiões de Mato Grosso, a maior produtora, a oeste, é a que apresenta a melhor produtividade, devido às chuvas pontuais no mês de maio, que contribuíram para a reposição de parte do déficit hídrico e investimento de grandes grupos na qualidade do solo na região. No entanto, as áreas tardias ainda são uma preocupação para os produtores da região, por isso a projeção de produtividade foi revisada para 288,18 @/ha, queda de 1,51% no comparativo mensal. A região que apresentou as maiores perdas neste levantamento é a sudeste, recuo de 2,48% em relação ao relatório passado, devido à estiagem em muitos municípios de quase duas semanas, o que refletiu no desempenho das lavouras mais novas.

“Com a confirmação do menor volume de chuvas no mês de maio em muitas regiões – como é historicamente observado no Estado -, os talhões mais tardios já apresentam reflexos da falta de chuvas e da baixa umidade no solo, especialmente as áreas que foram plantadas depois da segunda quinzena de fevereiro. Isso resulta no encurtamento do potencial produtivo das plantas nessas áreas e consequentemente reflete na produtividade esperada em Mato Grosso”, explicam os analistas.

A área de algodão no Estado está consolidada em 942,37 mil de hectares, sendo 135,89 mil hectares destinados ao cultivo de algodão primeira safra, enquanto 806,48 mil hectares são de segunda safra.