Conforme dados atualizados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até a última sexta-feira, os trabalhos a campo estavam com apenas 73,03% das áreas esperadas para a cultura no Estado, ficando 24,95 pontos percentuais (p.p.) atrás dos 97,98% semeados da safra 2019/20, considerando o mesmo período. “Desse modo, foi visto que as chuvas continuaram firmes em boa parte do Estado e, segundo informantes, os produtores estão divididos entre não semear as áreas totais planejadas, visto que a janela se encontra aproximadamente 30% em atraso ou a possibilidade de ‘arriscar’ o plantio em razão dos altos patamares de preços praticados pelo cereal”, apontam os analistas do Imea.

De maneira geral, considera-se até o fim de fevereiro como período ideal para o plantio do milho segunda safra em Mato Grosso. O milho requer bastante água para o bom desenvolvimento das espigas e a partir de março a temporada de chuvas começa a recuar, o que põe a cultura sob risco. Por isso fevereiro é tido como período ideal à semeadura. Nessa safra são esperados o plantio de 5,68 milhões de hectares, 4,94% mais que na safra passada.

Entre as regiões, o maior destaque ficou para o sudeste que apresentou salto de 32,41 p.p. após melhores condições climáticas, o que totalizou 73% das áreas semeadas. Na outra ponta, a região centro sul é a mais atrasada. Em igual momento do ano passado atingia 97% de cobertura, e agora, pouco mais da metade da área está semeada: 56,95%.

O indicador Imea/MT registrou elevação de 2,27% em relação à semana passada, após a alta do dólar e a menor disponibilidade do grão no Estado. Assim, o preço médio do milho disponível ficou em R$ 68,21 a saca (sc).

COMERCIALIZAÇÃO - Os dados para o mês de fevereiro sobre a comercialização, referentes às safras 2019/20, 2020/21 e 2021/22, foram coletados e atualizados pelo Imea. Para safra 2019/20 os números finalizaram os últimos 0,47% da produção para Mato Grosso e fecharam os preços médios no último mês em R$ 67,65/sc.

Para a temporada 2020/21 a comercialização ficou, pela primeira vez, atrás da safra passada sendo influenciada pelas incertezas do atraso na semeadura do cereal. Sendo assim, o ciclo atual avançou 2,94 p.p. em fevereiro, totalizando 70,89% da produção estimada e fechando com preço médio mensal de R$ 58,64/sc.

No que se refere a safra futura, as negociações atingiram 12,67% da produção esperada, avanço de 1,75 p.p. em relação a janeiro. A safra 2021/22 também fica pela primeira vez atrás da anterior (2020/21), que nesse período já contava com 15,17% comercializados. Para os preços, a temporada ficou com média mensal estimada de R$ 47,10/sc.