Apesar do avanço mais acelerado observado nas duas últimas semanas, os 15% colhidos até agora são o índice mais baixo para meados de fevereiro em dez anos, impactando logística e exportações.

Com a previsão de tempo chuvoso para boa parte do Centro-Oeste e Norte/Nordeste do Brasil se confirmando nesta segunda quinzena de fevereiro, e diante de radares mostrando mais chuva até pelo menos os primeiros dias de março, na semana passada os produtores de soja avançaram com a colheita da safra 2020/21 mesmo em áreas onde o grão está com excesso de umidade, na tentativa de evitar perdas de qualidade mais adiante.

No Sul do país e no sul de Mato Grosso do Sul, a semana foi de tempo mais firme, mas a colheita seguiu lenta, com poucas áreas prontas devido ao plantio atrasado e ao alongamento do ciclo das lavouras. No Rio Grande do Sul, onde ainda não há colheita, os produtores monitoram a previsão de tempo mais seco até o começo de março, mas o solo ainda tem umidade e, por enquanto, não há risco de perda significativa de produtividade.

Em janeiro, a AgRural estimou a produção de soja na safra 2020/21 do Brasil em 131,7 milhões de toneladas. O número passará por nova revisão para clientes nesta semana.

MILHO SAFRINHA - Com a colheita da soja ainda lenta, o plantio da segunda safra de milho segue arrastado. Até quinta-feira (18), 24% da área prevista para o Centro-Sul do Brasil estavam semeadas, com bom avanço sobre os 11% de uma semana antes, mas bem atrás dos 51% do mesmo período do ano passado.