O Valor Bruto da Agropecuária (VBP) mato-grossense em 2020 está estimado em mais de R$ 165,76 bilhões e reúne projeções de receita para agricultura e pecuária.
As cifras mantêm Mato Grosso no topo do ranking nacional, bem como consolidam novo recorde na geração de riqueza no campo.
Os valores pontados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) revelam que o faturamento deste ano é 33% maior que o recorde contabilizado no ano passado, em R$ 124,31 bilhões.
Tanto na agricultura, como na pecuária, houve incremento na receita, com R% 138 bilhões e R$ 27,70 bilhões, respectivamente
. Os maiores incrementos na comparação anual vêm do milho (+68%) e da soja (+55,71%).
Se confirmadas as estimativas, Mato Grosso participará com 18,7% do total nacional, avaliado em R$ 885,8 bilhões.
O VBP é uma estimativa de receita dos principais produtos agrícolas do País e mensura o faturamento gerado da porteira para dentro.
Para se chegar as projeções, são considerados os volume produzidos e o valor médio de venda de cada produto.
Na agricultura, cujo saldo anual passou de R$ 99,69 bilhões para R$ 138 bilhões, são destaques o milho, com VBP atual de R$ 26,99 bilhões ante R$ 16,06 bilhões.
A soja passou de R$ 46,04 bilhões em 2019 para R$ 71,69 bilhões nesse ano.
O algodão registrou alta de 9,37% com a receita saindo de R$ 32,92 bilhões para R$ 35,05 bilhões.
Entre os principais cultivos de Mato Grosso, apenas a cana-de-açúcar fecha o período com perdas, somando R$ 2,22 bilhões em 2020.
Na pecuária, onde o VBP passou de R$ 24,62 bilhões para R$ 27,70 bilhões, quatro das cinco atividades – bovinos, suínos, frango , leite e ovos – apresentam incremento no faturamento e apenas a avicultura aponta queda, de R$ 3,11 bilhões para R$ 2,83 bilhões.
O destaque segue com a bovinocultura – maior faturamento da pecuária – com projeção de R$ 21,62 bilhões ante R$ 18,68 bilhões.
RANKING - Por regiões, o Centro-Oeste lidera a estimativa do VBP, puxado por Mato Grosso.
Em seguida, aparece o Sul, com destaque para o Paraná, depois vem região Sudeste (São Paulo), Nordeste e Norte.
Entre os lados, na segunda posição está – pela primeira vez – Paraná, com R$ 115 bilhões, seguido por São Paulo, com R$ 105,51 bilhões.
ANÁLISE – O valor apontado pra o País é 15,1% acima do valor de 2019, que foi de R$ 769,8 bilhões. As lavouras tiveram um acréscimo de valor de 19,2% e a pecuária, 7,3%.
Sete produtos das lavouras puxaram o VBP deste ano em relação ao ano passado: amendoim (36,3%), arroz (35,5%), cacau (23,7%), café (39,8%), milho (20,9%), soja (40,4%) e trigo (48%).
Na pecuária, os destaques são carne bovina (14,5%), suína (23,3%) e ovos (10,1%).
Esses resultados positivos foram, em geral, obtidos pelos preços e pelas exportações.
“O mercado internacional mostra-se atrativo devido à taxa de câmbio favorável e ao crescimento da demanda mundial de produtos da agropecuária”, explica o coordenador geral de Avaliação de Políticas e Informação do Ministério, José Garcia Gasques.
Cinco produtos não apresentaram resultados favoráveis neste ano: banana (-12,6%), batata-inglesa (-27,2%), tomate (-11,7%), uva (-14%), e carne de frango (-4%).
Ainda preliminares, os números disponíveis mostram um VBP de R$ 1,02 trilhão para o próximo ano.
As lavouras apresentam um crescimento em relação a este ano de 19,2%, e a pecuária de 15,1%. Conforme a análise das projeções, milho e soja continuam apresentando crescimento. Além desses, cacau, arroz, trigo, carne bovina e carne suína apresentam indicações de bom desempenho.
O faturamento previsto para a soja é de R$ 328,6 bilhões, para o milho, R$ 112,8 bilhões, e para carne bovina R$ 139,9 bilhões.
Os levantamentos divulgados pela Conab e IBGE mostram, adicionalmente, que as previsões de safras são boas para o próximo ano. Gasques observa, ainda, que todas as carnes (bovina, suína, frango) indicam recorde de VBP em 2021.