Quanto melhor a negociação para aquisição de insumos, menos sacas de milho terão de ser dadas pelo produtor para pagar os produtos.
Conforme dados atualizados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), “com a atual conjuntura de oferta e demanda aquecida, em Mato Grosso, é percebido um momento oportuno para os produtores que procuram adquirir os insumos, a fim de travar os custos para a safra 2021/22 com menor uso de sacas para cada tonelada do fertilizante”.
Os analistas apontam que a negociação de insumos iniciou mais cedo em 2020, especialmente pelos negócios atrativos com os fertilizantes que têm favorecido os produtores mato-grossenses a realizar as operações de barter (troca de insumos hoje para entrega futura so cereal, após a colheita).
“Para se ter uma ideia, a garantia dos insumos para a temporada 2020/21 já alcançou 93% no último mês, valor 11 pontos percentuais (p.p.) à frente ao visto na safra passada. Outro ponto a destacar foi a comercialização antecipada de insumos para a safra 2021/22, que já chegou a 7% negociado, devido principalmente à atratividade da relação de troca entre o preço médio comercializado do cereal e o fertilizante 20-00-20 em 43,83sc/t, quantia inferior do mês anterior, que foi estimada em 49,47sc/t”.
Na comparação anual, entre o mesmo momento de 2020 ante 2019, a cotação da saca do milho mais que dobrou, com as médias saindo de R$ 31,64 para R$ 63,54.
Em relação a nova safra, a safrinha 2021, as estimativas do Imea para a área de milho seguem mantidas. Apesar da manutenção nos números, os levantamentos seguem sendo realizados, e à medida em que as incertezas para o cultivo se reduzirem, a atualização das estimativas poderá ser realizada. Com isso, a projeção de crescimento de 5,03% na área que totalizou os 5,69 milhões de hectares permanece como no último relatório.
Para a produtividade, as 106,28 sacas por hectare também foram mantidas, gerando a estimativa da produção de milho em 36,29 milhões de toneladas.