Segundo o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, diversos fatores determinaram esse cenário de preços firmes, mesmo com a entrada da safrinha. As cotações sustentadas nos portos ao longo do mês, entre R$ 50 a R$ 52 a saca, tiveram reflexo no mercado doméstico. Como aspecto positivo também para os preços, Molinari apontou que houve boa comercialização antecipada. Outro ponto é a indicação de perdas na safrinha no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Molinari diz ainda que o produtor está capitalizado e tendendo a uma retenção maior do que o normal da oferta. “O baixo estoque no final da safra de verão exige maiores compras na safrinha por parte dos consumidores”, pondera ainda o consultor. Para completar, há uma sinalização de uma safra de verão discreta em 2021.
No balanço de julho, o preço do milho na base de compra no Porto de Paranaguá caiu de R$ 51,30 para R$ 50 a saca, baixa de 2,5%.
Já no mercado disponível, o preço do milho em Campinas/CIF permaneceu estável em R$ 53 a saca de 60 quilos na base de venda no comparativo do fim de junho com o final de julho. Na região Mogiana paulista, o cereal passou de R$ 50 para R$ 51 a saca no comparativo, valorizando no mês 2,0%.
Em Cascavel, no Paraná, no comparativo mensal, o preço avançou no mês de R$ 46 para R$ 47 aa saca na base de venda, alta de 2,2%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação subiu de R$ 37 para R$ 41 a saca, elevação de 10,8%. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, houve alta de R$ 52 para R$ 52,50 (+1,0%).
Em Uberlândia, Minas Gerais, a cotações do milho caíram no mês de R$ 49 para R$ 45 a saca, desvalorização de 8,2%. Em Rio Verde, Goiás, o mercado passou de R$ 42 para R$ 43 a saca (+2,4%).