“Parece que os preços encontraram um limite para seu movimento de alta. As negociações ainda acontecem a partir de R$ 225 por arroba à vista para animais destinados ao mercado chinês em São Paulo, enquanto para animais destinados ao mercado doméstico, a indicação de comprador permanece posicionada a R$ 220 por arroba, a prazo”, aponta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
Segundo ele, a China permanece bastante ativa nas importações. “O problema é a demanda doméstica de carne bovina, ainda enfraquecida por conta da pandemia”, assinalou. O relaxamento das medidas de distanciamento social não é suficiente para fazer os níveis voltarem ao período pré-crise. De qualquer maneira, a oferta de animais prontos para o abate permanece restrita, configurando outro ponto de sustentação aos preços do boi.
Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 9 de julho: São Paulo (Capital), R$ 218,00 a arroba, estável, Goiás (Goiânia), R$ 211,00 a arroba, inalterado, Minas Gerais (Uberaba), R$ 214,00 a arroba, estável, Mato Grosso do Sul (Dourados), R$ 212,00 a arroba, inalterado e Mato Grosso (Cuiabá), R$ 200,00 a arroba, inalterado.
EXPORTAÇÃO - As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 71,37 milhões em junho. A quantidade total exportada pelo país chegou a 17,72 mil toneladas.
Na comparação com julho de 2019, houve ganho de 3,13% no valor médio diário, alta de 2,05% na quantidade média diária e avanço de 1,06% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.