A volatilidade cambial dificultou o direcionamento das cotações nos portos e também no mercado doméstico. Após recentes altas do dólar, houve sustentação nos preços nos portos e também no interior. A expectativa é pela entrada da safrinha.
Mato Grosso, maior produtor do cereal – todo ele em segunda safra – está em plena colheita, mas com os trabalhos no campo em atraso, quando comparados ao ritmo registrado em igual momento do ano passado. Dados atualizados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o atraso anual na colheita é de 9,26 pontos percentuais. Até a última sexta-feira, 31,56% dos mais de 5,19 milhões de hectares cultivados. Em igual momento de 2019 eram 40,82% da área colhida. Apesar da defasagem anual, a safra 2019/20 supera a média dos últimos cinco anos em 25,46%.
Vale destacar ainda, que a superfície semeada nesse ciclo é recorde para a cultura no Estado, representando expansão anual de quase 7%.
No balanço da semana, os preços no mercado disponível ficaram de estáveis a moderadamente mais altos, antes dessa pressão da oferta da segunda safra. E as negociações foram lentas, com cautela entre compradores e vendedores.
Em uma semana, do dia 18 de junho até o dia 25, no Porto de Santos, o preço recuou de R$ 49 para R$ 48 a saca.
No mercado interno, no Paraná, a cotação em Cascavel no balanço semanal subiu de R$ 44 para R$ 45 a saca na base de venda. Em São Paulo, preço na Mogiana, subiu no comparativo semanal (de 18 para 25 de junho) de R$ 47 para R$ 48. Em Campinas CIF, a cotação avançou de R$ 49 para R$ 49,50 a saca.
No Rio Grande do Sul, Erechim, o preço do milho na semana permaneceu estável no comparativo em R$ 50 a saca. Em Minas Gerais, preço avançou de R$ 45 para R$ 46 a saca em Uberlândia. Em Mato Grosso, preço no balanço semanal teve estabilidade em R$ 36 a saca em Rondonópolis.