O Plano Safra 2020/2021, “O Florescer de Uma Nova Colheita”, contará com R$ 236,30 bilhões para a próxima safra, cerca de 6,1% a mais do que o disponibilizado no ano anterior. A proposta do governo federal é aumentar o volume de recursos ao crédito rural para equalizar juros e diminuir as taxas, a fim de atender, principalmente, os pequenos e médios produtores. A nova proposta foi lançada na última quarta-feira, em Brasília.
Os financiamentos podem ser contratados de 1º de julho de 2020 a 30 de junho de 2021. Do total, R$ 179,4 bilhões são para custeio e comercialização e R$ 57 bilhões para investimentos nos diversos setores produtivos do agronegócio.
Como nos anos anteriores, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), representante dos produtores rurais do Estado, teve parte das suas reivindicações atendidas. Dentre elas estão o aumento do volume de recursos de crédito rural, tanto de custeio quanto de comercialização e investimentos, manutenção das taxas de juros para custeio e para investimento pré-fixadas, manter na previsão orçamentária recursos para o apoio à comercialização, assim como a linha especial dentro do PCA para pequenos e médios produtores.
Na avaliação do diretor da Famato, Marcos da Rosa, que esteve no lançamento do Plano Safra, no Palácio do Planalto, em Brasília, o setor produtivo rural não parou de produzir e isso reforça ainda mais a importância de investimentos para garantir um novo recorde na próxima colheita. “Estamos convictos de que o Ministério da Agricultura se empenhou para fazer o melhor possível pelo agronegócio brasileiro. Embora nós saibamos que esse recurso não é suficiente, pois atende apenas 30% das necessidades dos produtores rurais brasileiros. Essa subvenção do seguro agrícola, por exemplo, que teve um aumento substancial, sabemos que o ideal era ter sido o dobro para atender o produtor, mas reconhecemos que para este momento houve um avanço positivo. O governo federal se esforçou para conseguir, tendo em vista o momento de pandemia”, disse Marcos da Rosa.
O diretor alertou para os entraves que encarecem a chegada desses recursos na mão do produtor. “Ao chegar na agência ele se depara com juros de 0,5% na liberação de crédito, venda casada, entre outras taxas, e juros que acabam encarecendo esse dinheiro. Os juros, como todos sabem, vão além da taxa Selic, que alcançou esta semana o piso histórico de 2,25% ao ano”.