O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) atualizou os dados da colheita do milho segunda safra (2019/20), para Mato Grosso. Na comparação com o mesmo momento do ano passado há lentidão no campo, quase nove pontos percentuais de diferença, já que até o último dia 12, 8,30% da área estavam colhidos ante 16,85% em igual momento do ano passado.

Analistas do órgão explicam que conforme a umidade dos grãos vem diminuindo em várias regiões do Estado, alguns produtores começam a intensificar os trabalhos a campo. “De todo modo, houve avanço de 3,96 p.p. quando comparada à última semana (05/06)”.

Em relação às regiões, a médio norte, que iniciou a semeadura mais cedo, apresentou 11,52% da área já colhida e a região centro sul contabiliza 3,95%, impactada pelas atividades nas lavouras mais tardias.

Ainda, segundo informantes do Imea, a colheita deve seguir atrasada em relação à safra 2018/19, a qual, neste mesmo período, já registrava percentual maior (16,85%), influenciada por uma semeadura mais adiantada e ao clima mais propício para colheita naquele momento, ou seja, mais ‘seco’. A estimativa do Imea para essa segunda safra é de uma área cultivada de 5,19 milhões de hectares, superfície recorde. “O Instituto avaliou que a melhora nas condições climáticas, na maioria das regiões nas últimas semanas, contribuiu para uma elevação na produtividade esperada de 0,46% quando comparado ao 3° relatório, estimado agora em 105,46 sc/ha para Mato Grosso. No entanto, apesar do aumento, a atual safra ainda permanece com produtividade inferior aos 110,68 sc/há registrados na safra passada”.

É esperado que Mato Grosso aumente a produção de milho em 599 mil toneladas (1,86%) ante a safra passada, podendo gerar 32,86 milhões de toneladas, o que seria a maior produção da série histórica do Imea.

NOVA SAFRA – O Instituto estima que os gastos com fungicidas e herbicidas estão mais altos, 2,80% e 2,24%, respectivamente, em relação à última estimativa mensal, influenciados por uma maior busca dos agricultores em garantir os produtos necessários ao plantio da safra que está por vir. Do mesmo modo, os custos operacionais se elevaram e ficaram estimados em R$ 2.847,92/ha, aumento de 5,45% na comparação com a safra 2019/20 e 17,99% em relação à 2018/19.

“Esse aumento nos custos entre as safras reflete o patamar cambial regido no ano de 2020, colocando o produtor em atenção aos desafios de como gerenciar seus gastos da melhor maneira. Por fim, o ponto de equilíbrio ao produtor em relação aos custos operacionais, ficou estimado em R$ 22,52/sc”. O ponto de equilíbrio é o valor mínimo á saca para ao menos cobrir os custos de produção dela, evitando margens de lucro negativas.