Um relatório divulgado pelo Ministério da Agricultura nesta terça-feira (16)
afirma que 8 frigoríficos foram interditados em maio por órgãos, como Secretaria
da Saúde, Secretaria do Trabalho e Ministério Público do Trabalho (MPT), em
função do risco de transmissão da Covid-19 entre funcionários.
No mês, 47 abatedouros frigoríficos sob inspeção federal paralisaram suas
atividades em 17 estados (Acre, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas
Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí,
Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins).
Destas paralisações, 39 foram por motivos não relacionados à transmissão do
novo coronavírus, de acordo com o ministério. O governo não detalhou em quais
estados e unidades houve problemas com a Covid-19.
O G1 vem noticiando casos em frigoríficos desde o fim de abril.
Em Rondônia, um frigorífico em São Miguel do Guaporé (RO) foi interditado
pela Justiça no fim de maio por causa de contaminação em massa da Covid-19 entre
os trabalhadores, denunciada pelo Ministério Público. Mais de 260 funcionários
foram contaminados e as atividades retornaram no dia 9 de junho.
Recentemente, em Goiás, um funcionário de frigorífico morreu por Covid-19.
Ele tinha 36 anos e trabalhava na planta da empresa situada na cidade. Seu nome
não foi revelado. A unidade parou as atividades e deve voltar às atividades na
sexta-feira (19).
Ainda segundo o Ministério da Agricultura, os abatedouros frigoríficos
interditados por órgãos externos no mês de abril, 50% (3/6) retornaram às
atividades de abate de aves, sendo dois deles localizados no Rio Grande do Sul e
um no Paraná.
No Rio Grande do Sul, os resultados da primeira etapa da pesquisa sobre a
presença do coronavírus em Lajeado, estimam que as chances de contaminação de um
funcionário de frigorífico da cidade é três vezes maior, ou cerca de 207%, do
que demais trabalhadores.
22 servidores infectados
Ainda de acordo com o relatório, até maio, 22 servidores do quadro de
técnicos do Serviço de Inspeção Federal (SIF) tiveram diagnóstico confirmado
para Covid-19, o que representa 0,8% (22/2.719) dos servidores que compõem o SIF,
que é considerado atividade essencial.
Segundo o governo, dos 22 servidores, 11 já se recuperaram e retornaram ao trabalho. Além disso, 45 servidores foram afastados de suas atividades por apresentarem suspeita da doença, sendo que 33 deles já retornaram ao trabalho.