A chave desta virada de página está na conclusão das obras da sonhada BR-163. O modal rodoviário no norte do Estado dependia da BR, pois é o caminho mais curto para exportação da produção, seguindo a oferta dos portos do Arco Norte do Brasil. “Neste ano, além do preço atrativo para o mercado internacional, a finalização da BR-163 fortificou as exportações da soja brasileira”, destacam os analistas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Com a conclusão da obra, o Brasil se tornou mais competitivo no tocante ao escoamento do grão – especialmente a soja - e, com isso, o preço disponível da soja em algumas cidades de Mato Grosso passou por modificações. Um bom exemplo a citar são os municípios de Sinop e Sorriso, que apresentaram elevação de 55,32% e 53,75% no preço médio disponível de maio deste ano ante igual momento do ano passado, evidenciando uma alta maior do que a média geral do Estado (52,01%).
Como explicam os analistas, estas mudanças são reflexos do menor custo para transportar o grão para os portos do Arco Norte, como ocorreu com o frete de origem em Sorriso e destino a Miritituba (trecho realizado pela BR-163), que registrou queda de 10,26% na média de maio/20 ante a média para o mesmo período dos últimos cinco anos.
Melhorias na logística: Neste ano, além do preço atrativo para o mercado internacional, a finalização da BR-163 fortificou as exportações da soja brasileira. Com a conclusão da obra, o Brasil se tornou mais competitivo no que se refere ao escoamento do grão e, com isso, o preço disponível da soja em algumas cidades de Mato Grosso passou por modificações. Um bom exemplo a citar são os municípios de Sinop e Sorriso, que apresentaram elevação de 55,32% e 53,75% no preço médio disponível de maio/20 ante a maio/19, respectivamente, evidenciando uma alta maior do que a média geral do estado (52,01%). Estas mudanças são reflexo do menor custo para transportar o grão para os portos do arco norte, como ocorreu com o frete de origem em Sorriso e destino a Miritituba (trecho realizado pela BR-163), que registrou queda de 10,26% na média de maio/20 ante a média para o mesmo período dos últimos cinco anos.
Portos como o de Barcarena e de Santarém, no Pará, por exemplo, se tornaram os principais destinos para as exportações de grãos cultivados na porção norte de Mato Grosso. Até abril, cada um deles movimentou, 1,93 milhão de toneladas e 1,29 milhão, cada um. Ainda no Norte brasileiro, o porto de Manaus se revela atrativo ao Estado, e acumula 995 mil t embarcadas.
Em um ranking entre os cinco portos mais utilizados para escoar a produção agrícola de Mato Grosso, quatro estão no Norte do país: Barcarena, Santarém, Manaus e São Luis. O porto de Santos (SP), ainda é o mais acessado por Mato Grosso e soma mais de 4 milhões de toneladas movimentadas de janeiro a abril deste ano.
MERCADO - No último mês, os produtores aproveitaram o alto patamar de preços da soja e avançaram na comercialização do grão. Porém, nos últimos dias de maio - com o recuo do dólar -, o preço da oleaginosa em Mato Grosso fechou em queda na última semana, cotado em média a R$ 93,87/sc, redução de 3,70%. “Essa pressão afastou alguns produtores dos negócios da soja disponível nos últimos dias de maio. Por outro lado, a China continua importando grandes volumes da oleaginosa brasileira, o que fez os prêmios aumentarem no porto de Santos (SP) na última semana”.
O preço em dólar recebido pelos produtores mato-grossenses ao final de cada safra reduziu 31,77% desde a safra 12/13 até a safra atual (19/20). Já a safra futura (20/21) está sendo comercializada a valores ainda menores.
IMPACTO - Para se ter uma ideia, nos EUA os produtores estão recebendo preços 39,24% menores nesse mesmo período, pois ganharam US$ 14,40/bushel - padrão de medida norte-americano que equivale a 27,21 quilos - na safra 12/13 e agora estão recebendo em média US$ 8,75/bu (USDA). “Porém, com a valorização do dólar nos últimos anos, a saca de soja, em reais, vem batendo recorde de alta (nominal), o que auxiliou o produtor mato-grossense a aumentar o valor recebido pela sua produção nas últimas safras. Em maio, por exemplo, o dólar (Ptax) chegou a atingir R$ 5,94/US$ e a soja disponível em MT chegou aos patamares de R$ 99,53/sc, o que acelerou as vendas da oleaginosa por aqui, ao mesmo tempo que atraiu compras da China, que vem pagando cada vez menos, em dólar, pela soja brasileira”, avaliam os analistas.