“Houve espaço para reajustes porque os pecuaristas retiveram fêmeas, em um ano marcado por uma produção um pouco mais baixa na comparação com anos anteriores”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
Ao mesmo tempo, os importadores chineses permaneceram com grande apetite para a proteína animal brasileira, com o país asiático ainda enfrentando grande déficit no mercado doméstico com o rebanho suíno dizimado pela Peste Suína Africana (PSA).
Já no mercado atacadista de carne bovina, o movimento foi o esperado, com queda dos preços do corte traseiro e reação do dianteiro, corte mais demandado com o aprofundamento da recessão econômica que alterou sensivelmente o padrão de consumo do brasileiro médio.
Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 28 de maio: São Paulo (Capital), R$ 193 a arroba, contra R$ 192 a arroba em 30 de abril, subindo 0,52%. Goiás (Goiânia), R$ 185 a arroba, ante R$ 175 (+5,7%). Minas Gerais (Uberaba), R$ 187 a arroba, contra R$ 183 (+2,2%). Mato Grosso do Sul (Dourados), R$ 178 a arroba, ante R$ 174 a arroba (+2,3%). Mato Grosso (Cuiabá), R$ 174 a arroba, estável.