Em Mato Grosso – Estado responsável pela oferta anual de mais 80% da oferta anual - de maneira geral, as condições das lavouras são muito boas e existem boas perspectivas para a produtividade média, levando em consideração os melhores pacotes tecnológicos empregados.
Na Bahia, com os plantios das lavouras de sequeiro foram finalizados em meados de janeiro e o plantio irrigado no final de fevereiro, as lavouras não sofreram com problemas climáticos. O veranico de dezembro não causou danos, e as chuvas bem distribuídas têm gerado ótimas condições de desenvolvimento às lavouras, que estão em estádio de florescimento e enchimento dos frutos. Assim, influenciada pelos grandes investimentos feitos no setor e pela expansão de área cultivada, a produção para esta temporada é considerada a maior, dentro da série histórica, estimada em 2,88 milhões de toneladas de algodão em pluma.
RECEITA – Analistas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) realizaram na semana passada uma segunda avaliação sobre as estimativas da cultura mato-grossense para o Valor Bruto da Produção (VBP), referente ao mês de março/20. O VBP projeta a receita da atividade agropecuária da porteira para dentro, considerando os volumes e preços médios da produção em um determinado período.
Segundo o instituto, a nova perspectiva aponta uma alta de 4,94%, ante o que foi visto na primeira estimativa, assim, a nova previsão para 2020 é de R$ 13,18 bilhões. “Essa evolução se dá, principalmente, pelos bons preços vistos no início da comercialização da safra, possibilitando assim, o avanço na nova projeção. Por outro lado, mesmo com avanço, a cultura perdeu espaço para o milho na representatividade econômica da agricultura, visto que o cereal apresentou uma maior valorização no ano. Diante do momento atual, ainda é cedo para definir um cenário para o VBP, pois a volatilidade dos preços durante a pandemia no Estado tem influenciado no valor da pluma, podendo-se refletir na consolidação dos dados em Mato Grosso”, explicam os analistas.
Em relação à comercialização da pluma, no mês passado, os analistas destacam a safra 2019/20 atingiu 76,64% da produção vendida, 0,95 pontos percentuais (p.p.), ante o que foi visto em fevereiro. “Um dos principais fatores dessa redução no ritmo das vendas no mês de março é a queda no preço da pluma na Bolsa de Nova York, que alcançou seu menor patamar desde 2008. Além disso, grande parte dos cotonicultores estão aguardando os resultados das lavouras para travarem novos contratos. Por outro lado, para a safra 2020/21 as vendas avançaram 2,21 p.p., alcançando 29,77% da produção total. Tal adiantamento na comercialização é reflexo da valorização do dólar no mês, fazendo com que alguns produtores aproveitassem o cenário cambial para se posicionarem nos contratos futuros”.
No que tange aos preços, as safras 2019/20 e 2020/21 finalizaram a um preço médio de R$ 98,50/@ e R$ 99,25/@, respectivamente.