Mesmo que a saca esteja melhor precificada do que há um ano, a renda final do produtor ainda depende do comportamento das cotações até a comercialização total da produção, bem como dos adicionais que serão necessários ao longo do desenvolvimento das lavouras (pragas e doenças) e principalmente, da produtividade. \r\nOs dados sobre o custo foram atualizados e divulgados nessa semana pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Como explicam os analistas, em outubro o fechamento da safra 2019/20 apresentou “um leve aumento de 0,13% sobre o custo total ante o mês anterior, totalizando R$ 3.908,04/hectare”. \r\nQuando comparado ao fechamento da safra 2018/19 esse valor é 7,70% maior.

 “O preço oferecido ao produtor pelo grão também vêm apresentando aumento ao longo das safras, sendo que, o preço ponderado pela comercialização até o mês de setembro deste ano está 1,04% maior que no mesmo período do ano anterior. Se comparado com o aumento nas despesas, a alta nas cotações da oleaginosa é menos significativa e, desta forma, a margem do produtor continua apertada.

Vale ressaltar que a receita obtida cobre os custos variáveis em todos os momentos analisados. Neste momento, a atenção do produtor está voltada para a realização de bons negócios, visto que ainda restam 63,97% da safra 2019/20 para serem comercializados” e que poderão ser decisivos para apontar o percentual da margem de lucro dessa temporada.\r\nNo início desse mês, o Imea divulgou sua segunda estimativa de produção para a safra 2019/20 de soja no Estado, apontando para mais um recorde de área plantada e produção.

A expectativa do mercado aponta para uma área semeada de 9,78 milhões de hectares, aumento de 1,14%, o que equivalente a 110,02 mil hectares em comparação a safra 2018/19. Dentre as regiões que apresentam expectativa de incremento de área, destaca-se a região norte, com um aumento de 8,92%. As demais, regiões como noroeste (+1,76%) e nordeste (+1,54%) também apresentaram bons aumentos em relação à safra anterior.

“O indicativo de crescimento da área semeada é decorrente principalmente da conversão de áreas de pastagem em agricultura na porção norte do Estado”.\r\nA projeção dos rendimentos a campo não foi alterada, mantendo a média projetada de 56,28 sacas por hectare.

“Assim, com a manutenção da produtividade e o aumento na área cultivada, a produção para a próxima temporada está estimada em 33,01 milhões de toneladas, representando um incremento de 0,55% em relação ao primeiro levantamento da safra 2019/20 do Instituto”.\r\nAté o final da semana passada, 42% dos mais de 9,77 milhões de hectares estimados estavam semeados.

O ritmo dos trabalhos está acima da média dos últimos cinco anos para o período (30%), mas aquém do registrado em igual momento do ano passado, quando as plantadeiras somavam mais de 50% da área prevista.