Analistas do Imea explicam que este cenário de expansão foi WTorre impulsionado, principalmente, pelas regiões nordeste e noroeste, as quais ofertaram 49,88% e 46,83% a mais no período, respectivamente. “Além disso, carnes de animais mais jovens seguem com demanda aquecida, o que novamente motivou o incremento mensal de 21,99% no abate de novilhas e de 69,85% no de garrotes”.

Apesar da alta mensal, o Imea destaca que “esses valores estão próximos dos patamares de 2013, quando verificou-se o recorde de abate de bovinos, principalmente das fêmeas”. E completam que “para os próximos meses, com a intensificação da seca, a oferta de animais tende a ser mais restrita”.

Do total ofertado pelo Estado, 98,78% ficaram dentro de Mato Grosso, totalizando 526,42 mil cabeças, enquanto que 6,50 mil foram enviados para outros estados (São Paulo e Rondônia).

Na última semana, os preços da arroba do boi e da vaca gorda apresentaram leves oscilações. Enquanto a arroba do boi gordo subiu 0,39% no comparativo semanal, a alta da arroba da vaca foi de 0,11% no mesmo período, fechando nas médias de R$ 139,71 e R$ 130,19, respectivamente. No caso dos machos, a sustentação nos preços esteve atrelada à menor oferta de animais para abate, uma vez que agora a maior parte disponível é oriunda de confinamento.

PERFIL MT - Ao longo dos anos, como chamam à atenção os analistas de pecuária do Imea, a evolução dos pesos do bezerro desmama e da novilha tem-se observado maior produtividade na pecuária mato-grossense, assim como mudanças nos perfis dos sistemas de produção, divididos em cria, recria e engorda. Isso porque já se registra o aumento de peso dos animais mais jovens, com destaque para o bezerro desmama e a novilha.

“Informantes do Imea relatam semanalmente os pesos médios destas categorias de animais, os quais, no acumulado de janeiro a julho, estão em torno de 6,09/@ para o bezerro desmama e 8,83/@ para a novilha, valores 10,73% e 3,88% superiores ao padrão de antes, que eram de 5,5/@ e 8,5/@, respectivamente. Assim, verifica-se o estreitamento da recria, para uma mudança de cria/engorda, uma vez que os animais estão mais pesados, com destino para engorda, principalmente, para confinamento. Além disso, este cenário permite maior precificação e retorno para o criador”.

Apesar de ser comum o aumento das cotações de bovinos de reposição em abril, época de maior demanda de confinadores, verifica-se que em 2019 elas têm se sustentado em bons patamares. Em julho desse ano ante janeiro do mesmo ano, por exemplo, observa-se o aumento de 3,68% para os preços do bezerro e de 3,21% para os das novilhas. “Dois fatores podem estar contribuindo para este cenário: o possível momento de virada do ciclo pecuário, com viés de alta atrelado ao aumento no abate de fêmeas desde 2017, e, de fato, o acréscimo de quilos destas categorias. Inclusive, no caso das novilhas, os preços estão superando os dos bezerros, pois, como muito tem sido comentado aqui, a demanda por fêmeas mais jovens e pesadas está bem aquecida. Portanto, observa-se que o investimento nestes animais pode trazer melhores remunerações para o criador”.